Banco de Áreas para Restauração da Mata Atlântica

O Corredor de Biodiversidade Tinguá-Bocaina (CBTB) é o ponto mais crítico de fragmentação do cordão da Serra do Mar, trecho, por sua vez, que apresenta o mais bem conservado contínuo de Mata Atlântica do país. Com vistas ao cumprimento das suas metas de restauração florestal, o ITPA criou uma metodologia para identificar áreas prioritárias para a ação. Elas estão classificadas segundo critérios de importância para a manutenção da biodiversidade e produção de água.

Todas as informações do banco estão disponíveis online. Pela internet, uma instituição/pessoa física interessada pode adotar uma ou mais áreas, além de monitorar todas as ações de campo, como o plantio e manutenção dos mesmos. Trata-se de um esforço conjunto e sem prazo de validade, no qual os proprietários inscrevem suas terras, aprovadas após análise acurada dos técnicos do Instituto. Já são mais de mil hectares cadastrados e classificados por ordem de importância e vocação.

Veja, abaixo, os quatro métodos de restauração florestal que o ITPA utiliza no CBTB:

Plantio total

Recomendável para áreas desmatadas cobertas por pastagens ou, em alguns casos, herbáceas. É preciso, além do reflorestamento, atentar para a presença de ervas daninhas e fogo. O ITPA planta no sistema 2×3, ou seja, cada árvore ocupa uma área total de seis metros quadrados.

Área em Regeneração

Terrenos que, historicamente, foram desmatados, mas apresentam uma cobertura vegetal arbórea, arbustiva ou semi-arbustiva em crescimento natural. Aqui, as estratégias de isolamento e enriquecimento florestal são fundamentais, com o intuito de acelerar o processo de desenvolvimento das árvores. A capacidade de regeneração da Mata Atlântica, em seguida, terminará o trabalho.

Áreas Degradadas

Os espaços que não possuem mais quaisquer árvores, certamente, apresentam um solo exposto e morfologia alterada. Por este motivo, são necessários projetos mais complexos de recuperação a fim de devolver ao local a sua biodiversidade original, recuperar a fertilidade do solo e reduzir o assoreamento dos rios, por exemplo. Trata-se, portanto, de um valor inestimável para a conservação ambiental.

Áreas para Conservação

Os sítios com cobertura vegetal em avançado estágio devem ser conservados, uma vez que têm imenso valor para a perpetuação da diversidade biológica, inclusive animais e plantas endêmicos (que só existem em determinado local), ameaçados de extinção ou raros. Isto posto, são terrenos que estão aptos a serem transformados em Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), e também averbação de reserva legal ou servidão ambiental.

Confira o site completo do projeto.

 

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