Áreas prioritárias para Produção de Água

A Bacia do rio Guandu é responsável por abastecer entre sete e dez milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, além de ser berço de inúmeras espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. O ITPA, em parceria com o Laboratório de Manejo de Bacias Hidrográficas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), elaborou um mapa para identificar, no alto do rio Guandu, as áreas com maior vocação para a produção de água – tanto nos terrenos que ainda mantém árvores de pé, quanto nos degradados.

Apenas na Área de Preservação Ambiental (APA) do Rio Santana foram identificados 2.721 hectares de áreas prioritárias para Interceptação Vertical – sendo que 65% devem ser destinadas à conservação, uma vez que são florestadas, e 35% à restauração, por estarem sem cobertura vegetal ou em estágios iniciais de sucessão.

Metas de recuperação e proteção traçadas, chegou-se a seguinte conclusão: uma vez cumpridos os objetivos, o aporte de água no sistema (região do Corredor de Biodiversidade Tinguá-Bocaina) aumenta em até 40%. É a partir do mapa abaixo que o ITPA vem desenvolvendo, ao longo do tempo, atividades de restauração, pagamentos por serviços ambientais (PSA) e apoio irrestrito à criação de unidades de conservação.

 

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