Parque Estadual do Desengano

Criado através do decreto estadual nº 250, de 13 de abril de 1970, o Parque Estadual do Desengano é a mais antiga das unidades de conservação estaduais localizada no norte do Estado do Rio de Janeiro. A princípio o Parque contava com uma área de aproximadamente 25 mil hectares, mas foi ampliada em 1979 para 22.400 ha. Seu conjunto de serras é a área de vegetação mais bem conservada da região.

O Parque conta com grande variedade de plantas e animais raros e ameaçados de extinção. As suas cachoeiras e montanhas de grande porte são atrações da unidade de conservação. A Pedra do Desengano é um exemplo turístico famoso do local. Com 1.761 metros de altitude, ela é o ponto culminante do parque. A trilha de acesso possui 3,6 km, apresentando alto grau de dificuldade. Ao chegar ao cume o visitante tem uma visão privilegiada, podendo avistar a Serra Morumbeca, a Serra Grande, o “mar de morros” que compõem o Vale do Paraíba do Sul e, em dias de boa visibilidade, a baixada litorânea.

O ITPA já realizou diversas atividades no local, como receptivo e orientação de visitantes em atrativos; monitoramento e manutenção de trilhas; elaboração e instalação de placas de sinalização; manejo de trilhas com apoio das equipes dos parques e voluntários; entre outras. Confira a lista completa aqui (link).

História

A história do local é marcada pela ocupação dos mais variados povos: teve a presença dos índios Coroados, Purís e Goitacás; portugueses; suíços; alemães e italianos. Durante todo o século XVII a colonização trouxe a intensificação do povoamento da região. Já o auge da produção agrícola ocorreu no século XIX, com grandes plantações de milho, feijão, cana-de-açúcar, mandioca e, principalmente, café.

Porém, a ocupação definitiva da Serra Fluminense só se efetivou com a decadência da mineração do ouro e da prata em Minas Gerais, na primeira metade do século XIX, quando surgiram os municípios de Bom Jardim, Nova Friburgo, Petrópolis, Santa Maria Madalena, entre outros.

Posteriormente, o declínio do café resultou na substituição de seu cultivo por pastagens, o que causou grande impacto ambiental. As áreas de maior declividade e de acesso mais difícil representam o que restou preservado após o declínio da cultura do café. O PED, portanto, é um espaço importante para a conservação da biodiversidade da região.

Hidrologia

Inúmeros rios e riachos têm suas nascentes no Parque Estadual do Desengano. Além de serem atrativos para visitação, pela beleza de suas corredeiras, cachoeiras e poços, são também responsáveis pelo abastecimento dos municípios de Santa Maria Madalena, São Fidélis e Campos dos Goytacazes.

A boa qualidade ambiental das águas se deve ao equilibrado regime de chuvas, à excelente cobertura vegetal e à baixa taxa de ocupação da região. Entre os principais afluentes estão o Ribeirão Água Limpa, Segundo-Norte, Mocotó, Aleluia e Opinião, que através do Rio Imbé deságuam na Lagoa de Cima, e os inúmeros ribeirões, como o Vermelho, Macapá, Santíssimo, Recreio, Itacolomi, Flores, Barra Alegre, entre outros, que contribuem para a bacia do Rio Paraíba do Sul.