A compensação florestal é uma obrigação de toda empresa que necessita causar qualquer impacto negativo no meio ambiente: quanto maior o impacto, maior a compensação. Apesar de diversas instituições serem terceirizadas para esta função, é um trabalho grande, que exige conseguir área, prepara-la, plantar e depois monitorar, o que torna todo o processo dispendioso. As diretrizes definidas pelo INEA para o reflorestamento são específicas – não basta plantar, é preciso monitorar para saber se a muda realmente sobreviveu e se a compensação foi realizada. Esse monitoramento é uma das etapas mais caras do processo e um dos motivos pelo qual não ocorre a expansão do reflorestamento.

Tendo isso em mente, o ITPA e a TNC (The Nature Conservancy) estão trabalhando em parceria para criar novas possibilidades de monitoramento, como a utilização de um drone. Nos dias 17 e 18 de janeiro um grupo de alunos da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), USP (Universidade de São Paulo) e UFG (Universidade Federal de Goiás) visitaram uma área de preservação ambiental do ITPA para realizar os primeiros testes e ver se há a possibilidade de criar um mapa que futuramente tornará o processo de monitoramento mais ágil e menos caro. A visita foi guiada pelo especialista em conservação da TNC, Hendrik Mansur, e contou com 6 alunos de graduação e doutorado de cursos voltados para o meio ambiente.

Um dos alunos de doutorado da USP, Rafael de Alburqueque, está estudando como os drones podem contribuir com projetos de restauração florestal.

“O drone oferece uma resolução melhor do que a de satélite. Com o voo de hoje nós esperamos conseguir perceber se há mudas morrendo ou crescendo no tempo programado para que elas cresçam, ou seja, ao invés de fazer um relatório tendo que andar por toda a área, por que não voar um drone e obter informações valiosas para uma tomada de decisão?”, comentou.

O ITPA já plantou mais de 2 milhões de árvores. O monitoramento é realizado pelos próprios funcionários de campo, que percorrem toda a área para verificar se há necessidade replantio, combate às formigas, entre outras atividades. Enquanto o monitoramento atual leva dias para ser realizado, o drone percorreu toda a área de plantio em aproximadamente 2 horas.